Anastácio: gerente de Governo recebeu R$ 15 mil da ‘máfia dos sanguessugas’
Vedoin
dissera também que teria feito acordo com o deputado João Grandão, pelo
qual este receberia 10% do valor das emendas de sua autoria que fossem
executadas por meio de empresas do esquema das Sanguessugas. (Com informações do Dourados News)
O
gerente de Governo da Prefeitura de Anastácio, Jamil Félix Naglis Neto,
que substitui a titular do cargo, Janaina Artigas Figueiredo, que se
encontra de licença maternidade, fora acusado, ao lado do ex-deputado
federal João Grandão (PT) - para qual prestara assessoria parlamentar
- de ter integrado a ‘máfia dos sanguessugas’, que operava o esquema
de pagamento de propinas, a parlamentares, em troca da apresentação de
emendas favorecendo, na época, a empresa Planam – revendedora de
ambulâncias aos municípios.
Jamil,
nomeado interinamente pelo prefeito Douglas Figueiredo (PSDB), no dia
01 de dezembro de 2011, com base na Lei Complementar n° 049 de 17 de
novembro de 2010, fora, também, o diretor-presidente da Agiosul (Agência
de Imprensa Oficial de Mato Grosso do Sul).
O
atual gerente de Governo de Figueiredo recebera R$ 15 mil de propina,
divididos em dois depósitos bancários, como admitira durante depoimento
na Polícia Federal da Capital, em 2006. O dinheiro depositado na conta
de Jamil fora descoberto durante a quebra de sigilos bancários feita
pela CPI dos Sanguessugas. Ele, no entanto, não associou o dinheiro
descoberto em sua conta com a empresa Planam, autora dos depósitos aos
Sanguessugas.
Na
época, Jamil dissera que os depósitos (de R$ 9 mil e R$ 6 mil)
surgiram em sua conta de forma misteriosa e que, tão logo descobriu os
valores, sacou o dinheiro e gastou, depois de tentar devolver os R$ 15
mil ao banco onde ocorreram os depósitos. Perguntado se teria provas de
que procurou o banco para devolver o dinheiro, o gerente dissera que
possuía documentos que comprovavam a sua intenção.
O
nome de Jamil como suspeito de ter sido beneficiado pelo esquema dos
Sanguessugas surgiu em julho de 2006, em meio ao emaranhado de dados
coletados pelos membros da CPI que investigara o caso.
Segundo
a CPI e a Polícia Federal, os depósitos na conta de Jamil foram feitos
em junho de 2003, cerca de três meses depois de ele deixar a assessoria
de João Grandão.
Mentiras
- O delegado federal Cristian Lages, que interrogara, a época, Jamil,
considerou “fantasiosos” os seus argumentos sobre os depósitos em sua
conta. Mesmo porque, segundo Lages, durante depoimento ao Conselho de
Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal, Luiz Vedoin, dono da
Planam, declarou ter feito acordo com o ex-assessor para o pagamento de
propina.

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