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Terça-feira, Janeiro 24, 2012

No MS, prefeitura tem em cargo de chefia beneficiado na "máfia dos sanguessugas"

Anastácio: gerente de Governo recebeu R$ 15 mil da ‘máfia dos sanguessugas’ 

O gerente de Governo da Prefeitura de Anastácio, Jamil Félix Naglis Neto, que substitui a titular do cargo, Janaina Artigas Figueiredo, que se encontra de licença maternidade, fora acusado, ao lado do ex-deputado federal João Grandão (PT) - para qual  prestara assessoria parlamentar -  de ter integrado a  ‘máfia dos sanguessugas’, que operava o esquema de pagamento de propinas, a parlamentares, em troca da  apresentação de emendas favorecendo, na época,  a empresa Planam – revendedora de ambulâncias aos municípios.
Jamil, nomeado interinamente pelo prefeito Douglas Figueiredo (PSDB), no dia 01 de dezembro de 2011, com base  na Lei Complementar n° 049 de 17 de novembro de 2010, fora, também, o diretor-presidente da Agiosul (Agência de Imprensa Oficial de Mato Grosso do Sul).

O atual gerente de Governo de Figueiredo recebera R$ 15 mil de propina, divididos em dois depósitos bancários, como admitira durante depoimento na Polícia Federal da Capital, em 2006. O dinheiro depositado na conta de Jamil fora descoberto durante a quebra de sigilos bancários feita pela CPI dos Sanguessugas. Ele, no entanto, não associou o dinheiro descoberto em sua conta com a empresa Planam, autora dos depósitos aos Sanguessugas.

Na época, Jamil dissera  que os depósitos (de R$ 9 mil e R$ 6 mil) surgiram em sua conta de forma misteriosa e que, tão logo descobriu os valores, sacou o dinheiro e gastou, depois de tentar devolver os R$ 15 mil ao banco onde ocorreram os depósitos. Perguntado se teria provas de que procurou o banco para devolver o dinheiro, o gerente dissera que possuía documentos que comprovavam  a sua intenção.

O nome de Jamil  como suspeito de ter sido beneficiado pelo esquema dos Sanguessugas surgiu em julho de 2006, em meio ao emaranhado de dados coletados pelos membros da CPI que investigara o caso.
Segundo a CPI e a Polícia Federal, os depósitos na conta de Jamil foram feitos em junho de 2003, cerca de três meses depois de ele  deixar a assessoria de João Grandão.

Mentiras - O delegado federal Cristian Lages, que interrogara, a época, Jamil, considerou “fantasiosos” os seus argumentos sobre os depósitos em sua conta. Mesmo porque, segundo Lages, durante depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Federal, Luiz Vedoin, dono da Planam, declarou ter feito acordo com o ex-assessor  para o pagamento de propina.

Vedoin dissera também que teria feito acordo com o deputado João Grandão, pelo qual este receberia 10% do valor das emendas de sua autoria que fossem executadas por meio de empresas do esquema das Sanguessugas. (Com informações do Dourados News)

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